domingo, 24 de novembro de 2013

Escutismo em S. António dos Cavaleiros - 30 anos.

ESCUTISMO: 30 ANOS DE PEDAGOGIA DO PASSADO PRESENTE NO FUTURO

Falar do Agrupamento 495 - Santo António dos Cavaleiros, é falar de algo que me é muito querido. Um Agrupamento do Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português, que nasceu no fim-de-semana 10 /11 de Dezembro de 1977 como Agrupamento, mas que deu os seus primeiros passos em Outubro de 1974, na antiga Capela (hoje local de culto da Igreja Evangélica - junto à Associação de Reformados), por vontade do meu amigo Padre Francisco Rodrigues e de um grupo de pais, que me convidaram para orientar um grupo de pré-adolescentes e adolescentes. Na altura os pólos de ocupação dos nossos filhos eram inexistentes. A rua era a sua única atração.

Nesta altura, a nossa Igreja que tinha andado de casa em casa, passava a ter um espaço para o seu Culto e Evangelização, e as suas preocupações passaram a ser outras. Os seus jovens e a sua Educação, a sua Evangelização e a vivência para a Cidadania.

Mas tudo isto era pouco. Era preciso procurar o “Sentido para Deus e para os outros” por outros “Caminhos”. Assim, nasceu a ideia e o pedido, dos jovens, como o Pedro Matos e o Miguel Vigário, irmãos e outros que constantemente pediam para passarem a fazer escutismo. O meu envolvimento na Ação Católica e no escutismo foi o primeiro passo. Faltava convencer alguns pais e o Padre “Chico”.

No momento em que todos estão de acordo, começam os problemas de espaço e de consciência. “O que fazer com as meninas”, que à data não eram aceites no Escutismo, C. N. E. Abandoná-las, nunca. Não era essa a nossa vontade. Nascem assim, as Guias e mais tarde é feita a sua integração no C. N. E. Um dos primeiros grupos femininos.

Assim, nasceu o nosso Agrupamento 495 – Santo António.

Fazer Escutismo com uma “Pedagogia do Passado, Presente no Futuro”, passou a ser a grande preocupação e a afirmação de todos no 495. Era preciso pôr em prática a “Pedagogia Ativa”, criada por Baden-Powell. Uma pedagogia de jovens para os jovens, com orientação de adultos responsáveis e empenhados em participar na Formação e Educação dos seus/suas rapazes/raparigas, colaborando de forma ativa e desinteressada com os pais, não esquecendo o “Passado, olhando o Presente e preparando o Futuro”.

PARABÉNS 495.

BEM HAJAM TODOS. SEMPRE ALERTA PARA SERVIR”

Chefe Victor Aleixo (Águia Branca)


Dezembro de 2007.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

                          COMO ABRIR UM AGRUPAMENTO DE ESCUTEIROS


 
ESCUTISMO É...

“O Escutismo é um movimento educativo que procura desenvolver no jovem, nos seus momentos de liberdade, as qualidades morais e físicas para fazer dele um homem feliz, capaz e bom cidadão”.
                                                                                                 Baden-Powell - Fundador do Escutismo


 
UM PROJECTO EDUCATIVO que engloba:

  • O compromisso pessoal com um ideal expresso na Lei do Escuta, nos Princípios do Escutismo e na Promessa.
  • A educação pela acção, pela participação activa - Método do Projecto.
  • A vida em pequenos grupos - Sistema de Patrulhas.
  • O progresso pessoal - Sistema de Progresso.
  • O contacto com a natureza, preferencialmente.
UM IDEAL ESCUTISTA - conjunto de valores humanos e cristãos, expressos nos Princípios do Escutismo, na Lei do Escuta e na Promessa, que dão sentido à vida e conduzem na senda do Homem Novo.

UMA EDUCAÇÃO PELA ACÇÃO - aprender fazendo, crescer sendo artífice de si próprio.
 A VIDA EM PEQUENOS GRUPOS - fazendo a experiência da vida em comunidade, em que cada um tem lugar próprio, direitos e deveres, na aprendizagem de uma cidadania activa.
 UMA PROPOSTA PARA CADA IDADE - com místicas e simbologias adequadas e motivadoras: 
Escuteiros Terrestre
                         Lobitos (6 - 10 anos) / Exploradores (10 - 14 anos).
                         Pioneiros (14 - 18 anos) / Caminheiros (18 - 22 anos).
Escuteiros Marítimos
                         Lobitos (6 - 10 anos) / Moços (10 - 14 anos).
                         Marinheiros (14 - 18 anos) / Companheiros (18 - 22 anos).
C.N.E.
CORPO NACIONAL DE ESCUTAS
                                                         Escutismo Católico Português
 
 
A MAIOR ORGANIZAÇÃO DE JUVENTUDE EM PORTUGAL
 
O C.N.E., integrado no Movimento Escutista, tem por finalidade a educação integral dos jovens, contribuindo para o seu desenvolvimento…ajudando-os a realizarem-se plenamente no que respeita às suas possibilidades físicas, intelectuais, sociais e espirituais, como pessoas, cristãos e cidadãos responsáveis e membros das comunidades onde se inserem.

 
As finalidades do Escutismo visam uma formação integral, harmoniosa e progressiva, que vão sendo concretizadas numa história, num projecto, numa aventura iniciada pela Promessa, em atitude de fidelidade a um compromisso, e culminam numa finalidade última: a felicidade, a vida como resposta a uma vocação, o servir em liberdade.
 
O ADULTO E O ESCUTISMO
O papel do adulto no Escutismo é o de EDUCADOR…

…Que acompanha…Está presente…
…Que sabe escutar e enriquecer os projectos, os sonhos e as necessidades de cada jovem, sem deixar de ser adulto.
… Que se deixa “maravilhar” pelo jogo e sabe agarrar as qualidades de cada um e fazê-las crescer.
…Que sabe ser o IRMÃO MAIS VELHO.
 
 A acção do adulto no C.N.E., como dirigente, é uma forma de Apostolado dos Leigos.
 
A IGREJA E O ESCUTISMO
Desde o início, a Igreja reconheceu no Escutismo um instrumento válido para a educação da fé e crescimento da vida cristã. Na verdade, todos os elementos constituintes do método escutista, se devidamente assumidos e exercidos, permitem esta educação, de tal modo que se pode afirmar que o Escutismo, no seu todo, constitui uma pedagogia para a fé. (…) O método educativo atrai os jovens, pois valoriza o jogo no sentido de desenvolver as atitudes decorrentes do ideal escutista, codificadas na “Lei” e na “Promessa” que lhe dá vida.
                                                                            O Escutismo, Escola de Educação
                                                            Exortação Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa
 
COMO ABRIR UM AGRUPAMENTO
O Escutismo, sendo um projecto educativo - Escola de Valores - que se vive nos Agrupamentos formados nas Comunidades Cristãs (paróquias), deve conduzir à realização plena dos jovens, através da acção educativa, consciente, responsável e coerente de adultos comprometidos no serviço à Igreja e à juventude.
 
FASE I
                                                          PEDIDO DE ESCUTISMO

 
A iniciativa de promover a fundação ou reabertura de um Agrupamento é assumida pela autoridade eclesiástica (pároco) da comunidade onde se pretende fundar o Agrupamento, através de proposta deste, por escrito, endereçada ao Chefe Regional directamente ou através da Junta Regional ao cuidado do Responsável pela Expansão – Formação de Novas Unidades, ou através da Junta de Núcleo.
 
Para se dar início ao processo de fundação ou reabertura de um Agrupamento é fundamental:
  • A existência de 5 ou 7 adultos e um assistente disponíveis, para possibilitar, mais tarde, abertura das duas Unidades (Alcateia / Expedição ou Flotilha), garantindo se sempre equipas mistas dado que o Escutismo envolve rapazes e raparigas.
  • Não é permitido iniciar-se a fundação de um Agrupamento com as 3ª (Pioneiros / Marinheiros) ou 4ª Secções (Caminheiros / Companheiros) ou as duas simultaneamente.
  • Dispor de espaço para sede, exclusivo e adequado ao desenvolvimento das actividades.
Após recepção e análise da proposta do pároco, a Junta Regional promovem uma reunião na comunidade, com o pároco e todos os interessados em dinamizar o projecto, com o objectivo de:
  • Conhecer as pessoas envolvidas no projecto, a sua motivação e empenho, bem como eventuais conhecimentos de Escutismo.
  • Dar a conhecer os elementos fundamentais do Projecto Educativo do Escutismo.
  • Aferir se as condições existentes satisfazem os requisitos mínimos para a fundação ou reabertura de um Agrupamento.
  • Programar as acções de formação:   
                                                   C.I. Curso de Introdução ao Escutismo.
                                                   C.I.P. Curso de Iniciação Pedagógica.

 
FASE II
FORMAÇÃO DOS ADULTOS
“Os princípios do Escutismo estão todos certos. O êxito da sua aplicação depende do Chefe e do modo como ele os aplica”.
Baden-Powell - Fundador do Escutismo
 
CURSOS DE FORMAÇÃO
 
C.I. – CURSO DE INTRODUÇÃO
 
O C.I. constitui uma etapa preparatória da formação de Dirigentes que pretende sensibilizar os seus participantes para uma visão geral do Escutismo, bem como iniciá-los nas grandes linhas da pedagogia escutista, simbologia e linguagem próprias.
Destinatários.
O Curso de Introdução (C.I.) destina-se a todos os adultos que queiram ingressar no Movimento e que:
  • Não sejam ainda Associados do C. N. E.
  • Tendo sido já Associados não dirigentes, estejam fora do movimento há mais de 5 anos e não tenham passado pela IV Secção.
  • Tendo sido já Associados; Dirigentes ou não e estejam fora do Movimento há mais de 15 anos.
 
Requisitos de Candidatura.
Os participantes devem obedecer aos seguintes requisitos:
  • Ter a idade de acordo com os termos do Regulamento Geral do CNE, artº 26 al. a) e as Normas para a Formação de Dirigentes, Anexo D.
  • Possuir as qualidades humanas (Carácter, Honestidade, Lealdade, Sinceridade,…) compatíveis com os valores escutistas.
  • Professar e praticar a Religião Católica.
  • Ser indicado pelo Chefe de Agrupamento, ouvida a Direcção de Agrupamento.
  • Ser indicado pelo Pároco local no caso de Agrupamento em Formação.
  • Fazer a apresentação da candidatura ao C.I. através de impresso próprio e cumprir com todas as condições exigidas.
 
C.I.P. – CURSO DE INICIAÇÃO PEDAGÓGICA
O C.I.P. pretende preparar Dirigentes capazes de organizarem e animarem actividades no quadro da Unidade a que vão pertencer.
 
Destinatários.
O Curso de Iniciação Pedagógica (C.I.P.) destina-se aos adultos que são chamados a ser Dirigentes/Educadores do C.N.E. e a todos aqueles que, tendo sido já Dirigentes/Educadores do C.N.E., estejam fora do movimento há mais de 5 anos.
 NOTA: Para os candidatos a Dirigentes em Unidades Marítimas, é obrigatório a frequência do CDEM - Curso Dirigente do Escutismo Marítimo, como curso complementar do CIP
 
Requisitos de Candidatura.
·        Ter idade igual ou superior a 22 anos.
·        Professar e praticar a Religião Católica.
·        Possuir as qualidades humanas fundamentais para assumir e viver a missão de Educador do C.N.E. – Escutismo Católico Português (Carácter, Honestidade, Lealdade, Sinceridade,…).
·        Demonstrar capacidade para se relacionar com os jovens.
·        Demonstrar capacidade para apreender o Método Escutista.
·        Demonstrar a disponibilidade de tempo e interior para participar no desenvolvimento prático do “Projecto Educativo do Escutismo”.
·        Demonstrar que possui já alguma noção das responsabilidades decorrentes da função de Educador do C.N.E. – Escutismo Católico Português.
·        Possuir estabilidade emocional e familiar.
Os candidatos exteriores ao Movimento deverão ainda:
  • Ter qualificação num Curso de Introdução (C.I.).
FASE III
PROCESSO ADMINISTRATIVO E LOGÍSTICO
 
 
Quando os candidatos a Dirigentes do Agrupamento em formação terminarem o CI com aproveitamento, poderão ser admitidos os primeiros aspirantes a Escuteiros, obtido que seja o parecer favorável da Direcção do Agrupamento Monitor, a qual fixará o número de aspirantes a admitir (um ou dois bandos – 6/16; e uma ou duas patrulhas – 6/16), ouvindo a JN e a JR.
 
O Agrupamento Monitor e a Junta de Núcleo respectiva iniciam, então, o processo administrativo para facilitar, mais tarde, a criação do Agrupamento, orientando os candidatos quanto à sua organização, gestão e administração, de acordo com os textos oficiais do C.N.E.
Após alguns meses de actividade, no mínimo 18 meses, com o apoio da Junta Regional, da respectiva Junta de Núcleo e do Agrupamento Monitor, estão criadas as condições para a grande festa de fundação e oficialização do novo Agrupamento, com as Promessas de Dirigentes e Escuteiros.
 
 
BIBLIOGRAFIA
 
Regulamento Geral do CNE
Regulamento Regional de Expansão

In Pde Manuel Fonte - Ex-Assistente do Núcleo do Cego do Maio e Nacional
O Escutismo, Escola de Educação - Exortação Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa
Organização Pedagógica do Escutismo – CNE.
Victor Aleixo
Ch. Águia Branca
 
 

 
 
 
 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

SER ANJO DO VOLUNTARIADO!

Todos sabemos que os anjos fazem parte das nossas crenças espirituais e estão presentes em todas as religiões. No mundo em que vivemos. Um mundo cheio de conflitos e males de toda a ordem, que nos coloca, por vezes, numa situação de adormecidos e alheios ao que se passa à nossa volta e não nos deixa ver a realidade da vida. Tornando-nos cegos para os outros e para as coisas. Um mundo do qual temos de acordar, despertando em nós um potencial de felicidade e paz de espírito que nunca imaginamos ter, mas que existem em nós. Chamado amor, compreensão, compaixão, sabedoria, etc…

Somos todos seres privilegiados na Criação feita por Deus, emanados da mesma fonte e Principio de Tudo, o Absoluto.

Os anjos são espíritos puros, apesar do seu grau de evolução ser muito complexo.  Nós, temos esse espírito ou será só a nossa vontade de querer ser anjo, por algo que fizemos e esperamos que seja visto e reconhecido pelos outros e pelo Pai. Mais em especial pelos outros, que são eles que nos tocam no “Ego”. Mas na realidade, não é assim que a verdadeira natureza existente em nós e evolui. Precisamos sim, mostrar e manifestar o Cristo interior, que temos em nós. Conhecer o “Caminho e a Verdade que nos liberta” e nos ilumina.

Ajudar os outros, despejando-nos dos nossos sentimentos mais mesquinhos, arranjando tarefas específicas e planos de trabalho com sabedoria e amor, são formas espirituais que, qualquer anjo deve dedicar ao Serviço dos espíritos menos evoluídos.

Se não há amor, bondade, alegria, entrega gratuita, ou seja doação,   não pode existir espiritualidade superior.

Ficar só pela vontade de fazer ou pedir que os outros o façam e não dar o exemplo na prática, não é procurar a nossa realidade espiritual no “Sempre Alerta para Servir”. É sim, ficar lá no céu a tocar harpa, e viver um modo diferente fugindo do problema, porque não há, da nossa parte, entrega, caridade e amor. É um tédio sem fim, viver assim e não existe nenhum anjo por perto que nos console, nem harpa que dure.

Chefe Águia Branca

Victor Aleixo

sexta-feira, 25 de maio de 2012


PERFIL HUMANO E CRISTÃO DO DIRIGENTE DO

C. N. E,

O DIRIGENTE DEVE:

1. Ser pessoa com estabilidade:
     * Humana; social; afectiva; económica (se possível); de emprego.

2. Ter uma vida familiar equilibrada, seja solteiro ou casado…

3. Ser pessoa:
     * Com boas qualidades intelectuais; com bom senso; com discernimento.

4. Ser pessoa:
     * De bem; respeitada por todos; de bom carácter; amante da verdade; vertical sem
        ser rígida; capaz de dialogar;  aberto à novidade; capaz de distinguir, no novo, o 
        que é bom daquilo que é moda fugaz e passageira.

5. Ser pessoa:
     * Interessada em actualizar os seus conhecimentos; não usar o "vestido" do
        baptismo ou o "fato" da 1ª Comunhão; não ser escuteiro de p. f. (prato feito).

6. Ser pessoa:
     * Não propensa a mexericos e intrigas; com espírito de concórdia e de paz.

7. Ser pessoa:
     * Firme sem ser intransigente; versátil sem ser volúvel.

8. Ser pessoa:
     * Que ame entranhadamente a juventude; capaz de dialogar com os jovens; capaz de
        ouvir os jovens; capaz de se fazer ouvir pelos jovens.

9. Ser pessoa:
     * Homem ou mulher de fé, tão profunda quanto possível; homem ou mulher de oração
        e prática religiosa exemplar; homem ou mulher modelo, para os escuteiros ou não.

10. Sem bons dirigentes não pode haver bom Escutismo; sem bons educadores não pode
      haver boa educação. "Ninguém pode dar aquilo que não tem".
      "Sem ovos não se fazem omeletes".

                                                     In Pde Manuel Fonte
                                            Ex-Assistente do Núcleo do Cego do Maio e Nacional.


sábado, 31 de março de 2012

A Mochila do Escuteiro - Vais Acampar?

A Mochila do Escuteiro

Se vais comprar uma Mochila, lembra-te que uma boa mochila deve...  

·        Ser confortável – ser acolchoada nas costas, nas alças na zona dos ombros e no cinto;
·        Distribuir o peso sobre os pontos da coluna vertebral preparados para o suportar;
·        Ajudar-nos a manter o equilíbrio, a evitar o cansaço e a aguentar durante mais tempo um peso sobre as costas;
·        Garantir que o equilíbrio e suporte da mochila se dão na zona inter-escapular;
·        Garantir que a repartição de peso seja feita na cintura e não nos ombros;

Quais são os tipos de mochila que existem?

  • Mochilas de grande carga ou expedição – 70 a 85 Litros, utilizadas para acampamentos de mais de 3 noites ou raids de vários dias;
  • Mochilas de excursão ou fim-de-semana – 40 a 70 Litros de capacidade, utilizadas normalmente em acampamentos de até 3 noites;
  • Mochilas de ataque – 30 a 45 litros, utilizadas para raids sem acampamento;
  • Mochilas mini – até 30 Litros, utilizadas para saídas curtas;
  • Mochilas de escalada – mochilas pequenas, muito técnicas e resistentes.
  • Mochilas estanques, são totalmente estanques e submergíveis, pensadas para actividades em água, neve ou chuva intensa.
Como deves arrumar a Mochila?

  • Usar a mesa da sala ou a cama para espalhar o material:
  1. Com a lista de material enviada pela Chefe de Unidade, recolher todo o material pedido;
  2. Fazer pequenos montes por categoria: 
- Uniforme base (para ser vestido);
- Peças restantes do Uniforme de Campo – T-Shirt verde, Sweat-Shirt “Scouts”, boné,
- Muda de roupa;
- Roupa interior, toalha;
- Fato-de-treino ou pijama;
- Artigos de higiene, papel higiénico e farmácia (medicamentos);
- Marmita e outros artigos de cozinha;
- Comida.
- Saco-cama e colchonete;
- Outros artigos dispersos (Lanterna, Bloco de notas, caneta, Sacos de plástico, etc).

  1. Com Chuva: Em caso de possibilidade de haver chuva, guarda todas as categorias de material em sacos de plástico, antes de os arrumares na mochila;
      Se usares um "poncho" impermeável, cobrir-te-á a ti e à tua mochila;

  1. A roupa, depois de dobrada, deve ser enrolada, pois assim enruga-se menos e permite arrumar melhor todo o interior. Arruma primeiro a roupa, debaixo para cima, começando, por baixo, pela roupa que irás usar mais tarde:
                     1º Toalha;
                     2º Muda de Roupa;
                     3º Roupa interior (são pequenas peças, pelo que devem ser distribuídas
                         pelos espaços vazios laterais do saco principal da Mochila. Observa por   
                         fora se há zonas onde a mochila não fica bem preenchida no interior);
                     4º Fato-de-treino ou pijama;
                     5º Peças restantes do Uniforme de Campo.

Grande parte das mochilas actuais possui uma divisória na parte inferior que, normalmente, deve ser usada para guardar o saco-cama quando não vem num saco próprio ou roupa, que são coisas leves;

       5.  Intercala os objectos mais pesados (Marmita e outros artigos de cozinha, comida, etc.), estes devem ser arrumados ao nível do centro de gravidade da pessoa, sensivelmente ao nível do umbigo, e o mais junto às costas possível, por causa do equilíbrio – no caso de ser comida ou enlatados, de forma a evitar derrames, arruma-os sempre em caixas ou sacos-de-plástico fechados e herméticos, mas atenção para que não se esmaguem esses alimentos ou ingredientes para as refeições. Se houver possibilidade disso, é preferível que sejam arrumados na divisória que anteriormente havíamos destinado ao saco-cama ou roupa. Caso tenhas de levar um utensílio vazio e limpo como um alguidar ou uma panela, deves tentar colocá-lo dentro da Mochila, coloca por dentro roupa ou outros artigos de forma a encheres esses utensílios e coloca-os no interior da Mochila;

       6. Por cima de tudo o anterior dito e mesmo por debaixo da “tampa” da Mochila, deves deixar, à “mão de semear”, algum material de campo leve (cartuchos de gaz, lanternas de petromax, bicos de fogão, os artigos de higiene, papel higiénico e farmácia (medicamentos).

       7. Fechando a tampa, deve ser entalado outro tipo de material que não caiba dentro da Mochila, tal como lonas, panos-tenda, tendas, a Parka ou material de tenda (ferros, duplo-tecto, etc.);

       8. Deves deixar à mão em bolsos laterais ou junto ao fecho ou tampa da mochila os objectos pequenos, avulsos ou que mais provavelmente virão a ser precisos, tais como a lanterna, o estojo de primeiros socorros, o mapa, merenda, carteira, faca-de-mato/canivete, etc.

Porém, deves preencher todos os espaços vazios da mochila com alguns desses objectos avulso, tendo sempre a preocupação de cada vez que colocares um objecto num lado, deves compensar do outro com outro objecto de igual peso, ou então, entala-o na parte frontal da Mochila ou junto às costas, como um Machado, por exemplo. Deves ter cuidado para não sobrecarregar a mochila de um dos lados com coisas mais pesadas que do outro lado, pois assim fica em desequilíbrio e prejudica a coluna vertebral.

      9. Por fora, preso às correias da Mochila, de preferência por baixo ou atrás deves pendurar a colchonete e o saco-cama se este último tiver saco próprio para a sua protecção. Não deixes pontas de objectos a saírem para fora da silhueta da mochila. A ponta de um saco-cama mal arrumado pode prender-se num ramo e provocar um acidente desagradável. Cuidado ao colocares estes objectos por cima da Mochila. Uma mochila alta, com um centro de gravidade alto (que acontece quando arrumamos objectos pesados no cimo da mochila), pode provocar facilmente o desequilíbrio quando temos de saltar para transpor uma vala, baixarmo-nos, andar de lado, etc.

Colocar a mochila às costas.

Para não forçar lateralmente a coluna, evitando assim risco de lesão, nem te desequilibrares, segue os passos seguintes. Para uma mochila não demasiado pesada:

  • Coloca a mochila em mão, encostada às tuas pernas, com as alças para fora;
  • Passa as mãos por entre as alças e agarra na mochila pelos lados;
  • Mantêm as costas direitas, para não a forçar a coluna;
  • Levanta a mochila até passar por cima da tua cabeça, dando uma volta de 360º e ficando às costas;
Para uma mochila muito pesada e se não tiveres quem te possa ajudar a colocar a Mochila às costas, o método mais aconselhável é:

  • Coloca a mochila em cima de uma rocha elevada, muro, banco, mesa, etc. com as alças viradas para ti;
  • Vira-te de costas para a mochila, enfia os braços nas alças e ajusta a tua posição mantendo sempre as costas direitas;
  • Coloca e ajusta bem o cinto, para que quando te afastares, a Mochila pese mais na tua cintura do que nos ombros;
  • Com cuidado, por causa do esforço na coluna e mantendo esta sempre direita, afasta-te até ficar todo o peso da mochila em cima de ti, fazendo então os últimos ajustes;
- Ajustar a mochila.

1º - Ajusta o cinto bem apertado – este existe para que uma grande parte do peso da
       mochila seja transferida para os quadris, aliviando bastante os ombros e a coluna;
2º - Ajusta as alças de maneira a dar uma sensação de conforto, com pouco peso sobre
       os ombros e sem sentir a mochila a puxar-te para trás;
3º - Ajusta as restantes fitas de maneira a que não sintas a mochila a balançar, mas sim
       bem ajustada ao corpo.

Bons Acampamentos e Boa Caça   
                                                                                                 
                                                                                      Águia Branca

FONTES:
  • Escutismo para Rapazes.
  • Sistema de Patrulhas.




domingo, 25 de março de 2012

TERÇO - ROSÁRIO DE FÁTIMA - REZAR COM MARIA

ROSÁRIO DE FÁTIMA – O TERÇO - REZAR COM MARIA

“Sou o Anjo da Paz. Rezai comigo. Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Orai assim. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas”.

(Primeira Aparição do Anjo de Portugal, ou Anjo da Paz aos Pastorinhos de Fátima. Primavera de 1916).

COMO REZAR O ROSÁRIO

A palavra “Rosário” vem do latim Rosarium, o que significa “campo de rosas”. A rosa é uma flor que tem simbolismo cristão. A rosa é o símbolo das missões. Cada vez que se reza uma Ave-Maria éuma Rosa que se oferece a Nossa Senhora. É na boca da tradição que se ouve “não há rosa sem espinhos”, mostrando assim por um lado a beleza da rosa e o seu perfume e por outro as dificuldades e sacrifícios que lhe estão associados.

O Rosário é um conjunto de quinze vezes dez Ave-Marias (15 x 10), e de quinze Pai Nossos (15) que estão inseridos entre cada dez (10) Ave-Marias. Depois tem mais três (3) Ave-Marias e uma (1) Salve Rainha. Para  os fiéis não se perderem na contagem, utiliza-se um fio com contas, o Terço, de modo a ser possível visualizar os conjuntos de Ave-Marias.

Ao conjunto de dez (10) Ave-Marias, Pai Nosso e outras orações pequeninas (jaculatórias), que fazem parte da recitação do Rosário, chama-se um Mistério.

Começamos a rezar do seguinte modo:

·        Fazendo o Sinal da Cruz.

Pelo sinal † da Santa Cruz, livre-nos Deus, † Nosso Senhor, dos nossos † inimigos.

Em nome do Pai, † e do Filho e do Espírito Santo. Amen.

·        Dizendo: Ó Deus, vinde em nosso auxílio. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

·        Recita-se: Glória ao Pai...

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era, no princípio, agora e sempre. Amen.

·        Enuncia-se o Mistério; faz-se uma breve pausa de reflexão ou leitura de um texto bíblico correspondente.

((Ex: Mistérios da Alegria – (Gozosos) – 1º Mistério: - A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora (Lc 1, 26-38).

·        Continua-se com: 1 Pai-Nosso; 10 Ave-Marias; 1 Glória ao Pai.

·        Segue-se as Jaculatórias:

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

Ó bom Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

·        No final do Rosário são recitadas as três Ave-Marias finais (há quem as dedique pelas intenções do Papa, ou em louvor a Nossa Senhora), Ladainhas, e depois ou a Salve-Rainha ou então a Consagração a Nossa Senhora (ou ambas) e/ou outras orações marianas.

O ROSÁRIO:

Os Mistérios são quatro (4), com um conjuntos de cinco (5) intenções cada. Dividem-se em:

·        Mistérios da Alegria (Gozosos) – (Segundas e Sábados):

1º Mistério

A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora (Lc 1, 26-38);

2º Mistério

A Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel (Lc 1, 39-56);

3º Mistério

O nascimento de Jesus no presépio de Belém (Lc 2, 1-20);

4º Mistério

A Apresentação do Menino Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora (Lc 2, 22-38);

5º Mistério

O Encontro do Menino Jesus no Templo, entre os Doutores (Lc 2, 41-50).

·        Mistérios da Luz (Luminosos) – (Quinta-Feira):

1º Mistério

O Baptismo de Jesus no rio Jordão (Mt 3, 13-17);

2º Mistério

A Revelação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-12);

3º Mistério

O Anúncio do Reino de Deus. Um convite à conversão (Mc 1, 14-15; Lc 7, 47-48);

4º Mistério

A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor (Lc 9, 28-35);

5º Mistério

A Última Ceia de Jesus com os Apóstolos e a Instituição da Eucarístia (Lc 22, 14-20).

·        Mistérios da Dor (Dolorosos) – (Terças e Sextas-Feiras):

1º Mistério

A Agonia de Jesus no Horto das Oliveira (Mt 26, 36-46);

2º Mistério

A Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 27, 11-26);

3º Mistério

A Coraação de espinhos de Jesus (Mt 27, 27-31);

4º Mistério

Jesus a caminho do calvário com a cruz aos ombros (Lc 23, 26-34);

5º Mistério

A Crucificação e Morte de Jesus (Lc 19, 25-30).

·        Mistérios da Glória (Gloriosos) – (Quartas e Domingos):

1º Mistério

A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo (Lc 24, 1-8);

2º Mistério

A Ascenção de Jesus ao Céu (Act 1, 6-11);

3º Mistério

A Descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, reunidos no Cenáculo (Act 2, 1-4);

4º Mistério

A Assunção de Nossa Senhora ao Céu, em corpo e alma (1 Cor 15, 12-24);

5º Mistério

A Coroação de Nossa Senhora, no Céu, como Rainha dos Anjos e Santos (Ap 12, 1-17).

AS APARIÇÕES - REZAR COM MARIA

“De tudo o que puderdes, oferecei a Deus sacrifício, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súlplica pela conversão dos pecadores. Atrai assim sobre a vossa pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar”.

(Segunda Aparição do Anjo da Paz aos Pastorinhos de Fátima. Verão de 1916).

“Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrjes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido.  E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.

(Terceira Aparição do Anjo da Paz aos Pastorinhos de Fátima. Outono de 1916).

“Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele vos quiser enviar, em actos de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”

(Nossa Senhora de Fátima, Primeira Aparição, em 13 de Maio de 1917).

“Rezem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo”.

(Nossa Senhora de Fátima, Primeira Aparição, em 13 de Maio de 1917).

“Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o seu trono”.

(Nossa Senhora de Fátima, Segunda Aparição, em 13 de Junho de 1917).

“E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”.

(Nossa Senhora de Fátima, Segunda Aparição, em 13 de Junho de 1917).

“Quero que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer”.

(Nossa Senhora de Fátima, Terceira Aparição, em 13 de Julho de 1917).

“Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

(Nossa Senhora de Fátima, Terceira Aparição, em 13 de Julho de 1917).

“Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão pa”z.

“Vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência!”

(Nossa Senhora de Fátima, Terceira Aparição, em 13 de Julho de 1917).

“Quando rezardes o Terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus! Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inverno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem”.

(Nossa Senhora de Fátima, Terceira Aparição, em 13 de Julho de 1917).

“Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o  Inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

(Nossa Senhora de Fátima, Quarta Aparição, em 19 de Agosto de 1917).

LUGARES RELACIONADOS COM AS APARIÇÕES  - A VISITAR

Na Cova da Iria, temos a própria Cova da Iria, com a Capelinha das Aparições, as Basílicas (duas), o monumento ao Coração de Jesus e a Cruz Alta.

A Igreja Paroquial de Fátima. Na época das Aparições, era o lugar mais importante.

Aljustrel – Valinhos. É o povoado e o lugar onde moravam os Pastorinhos, cujas casas podem ser visitadas. O Poço do Arneiro, onde se deu uma aparição do Anjo.

A Loca do Cabeço. No alto dos Valinhos, a norte. Aqui pode-se visitar uma pequena gruta, a onde os Pastorinhos rezavam, descançavam, comiam a sua merenda e brincavam. Neste local apareceu-lhes o Anjo várias vezes e do qual receberam a comunhão.

Oratório de Nossa Senhora. Fica no caminho para a Loca do Cabeço. Assinala o lugar onde apareceu Nossa Senhora, a 19 de Agosto. Faz parte do itinerário da Via Sacra.

Via Sacra. Percurso existente pelo monte e que termina no alto, no lugar do Calvário. Neste local encontra-se a Capela de Santo Estevão, chamada de Capela dos Húngaros, por ter sido mandada construir (1964), por cidadãos dispersos pelo mundo, maioritariamente húngaros.



FONTES

  • Enciclopédia Católica Popular, Paulinas Editorial.
  • Paulinas Editora, Lisboa.